26/02/08

Que bom que é.....

A visita da família mais gira do mundo está a correr super bem! No sábado, depois de tomarem um pequeno-almoço “digno de hotel” (como eles disseram) e de dormirem um bocadinho, almoçámos e fomos às compras. Depois fomos dar um passeio a pé, perto do rio durante umas duas horas. Apesar do vento que estava, foi super agradável e a Inês adorou o parque infantil que existe junto ao rio, em que os baloiços são todos em madeira e super agradáveis para os miúdos.
À noite fomos jantar ao restaurante da nossa aldeia fantástica e a comida estava óptima :) (ufa!!!)
No domingo fomos logo de manhã cedo para as termas e passámos lá o dia todo. O Hannes, o Florian e os padrinhos de casamento do Thomie também foram e foi excelente! O tempo estava óptimo e adoraram a piscina termal no exterior. A Inês nem dormiu sesta, com o entusiasmo!!
Saímos de lá por volta das 17 horas e o jantar foi o prato austríaco mais típico: o bife de porco panado, que a minha sogrinha se ofereceu para cozinhar :)
Ontem eles vieram para Viena de comboio um pouco mais tarde do que eu e andaram a passear pelo centro. Almoçámos juntos na praça da Câmara Municipal e à tarde continuaram com o passeio. Encontrámo-nos depois de eu sair do trabalho e até puderam conhecer a Cláudia :)
Depois fomos para casa jantar, o Thomie já estava a cozinhar e foi super agradável jantarmos assim em família!!! Rimo-nos imenso!
Hoje voltaram a vir de comboio para Viena e têm tido uma sorte imensa com o tempo! Estamos em finais de Fevereiro, em plena Áustria e estão uns dias de Primavera lindos... e quentes!!! Temos agora as temperaturas que costuma estar em Maio!!! Se continuar assim, a minha bicicleta já tem poucos dias mais de descanso!! A bicicleta e o grelhador no jardim!
Hoje é o último dia da semana em que trabalho e depois de sair daqui hoje, já não lhes vou tirar mais os olhinhos de cima!!
O curso de português que comecei na semana passada só continua para a semana, porque esta semana estou “fechada para a família” e adiei as aulas. É por um excelente motivo!
E é tãoooooo bom.... :):):)

21/02/08

Hoje sou outra...

Mas já fui assim...


























































18/02/08

Um mimo

Há mimos que nos aquecem o coração! Fiz este quadrinho para o André, que já está quase aí a chegar e não é que os pais babados (vê-se pelo sorriso), o mandaram logo emoldurar? (O mais giro é que o papé pensava que eu tinha comprado aquilo, e não bordado heheh)
E depois vai ficar na parede do quartinho dele a vê-lo crescer :)
Que bom...

Tou com uma preguiça....

Mais um fim-de-semana que já passou e no próximo já tenho cá a família mais gira do mundo! :)
Bem, no sábado nevou um bocadinho... giro!!!! Fomos às compras e depois fomos visitar uns amigos. Eles estão a construir uma sauna na cave da casa e está a ficar gira. Aqui há muita gente que constrói saunas em casa, para estarem mais à vontade. É para a família, mas também convidam os amigos (todos nús, claro)...
À noite estiveram 8 graus negativos, o que provocou um ligeiro ataque de pânico na família gira, que se está a preparar para vir ;)
Ontem foi dia de ronha, almoço na casa da sogra e depois fomos limpar e lavar o carro, que já poucas semelhanças com um carro tinha, de tão sujo que estava!!
Ontem quando fomos almoçar a casa dos sogros, até me dei ao luxo de olhar para o relógio para cronometrar a rotina do almoço de domingo:

12:00 – O almoço está na mesa
12:01 – Todos dizem “Mahlzeit” (bom apetite)
12:05 – Eu acabei de comer (como pouco)
12:10 – Já todos acabaram de comer
12:12 – Lavo a loiça, que é imediatamente enxugada e arrumada pelo Thomie ou pela minha sogra
12:25 – Agradecemos o almoço e vamos para casa

É agradável e tudo e tudo, mas sinto falta dos almoços looongos...

Ah, também já comecei a fazer o plano para a visita deles a Viena na próxima segunda e terça, dias em que vou ter de vir trabalhar. A partir de quarta, já estarei com eles J
Hoje, quarta, e sexta vou dar aulas particulares e na quinta começo o curso semestral de português para principiantes na escola. Vai ser às terças e quintas das 18 às 19:30 até 1 de Abril. Sei que até agora só estão inscritos 4 alunos... vamos ver o que acontece...

Uma boa segunda-feira... com pouca preguiça, se possível

13/02/08

Os meus livrinhos

Há dias assim.. em que só me apetece ler o que os outros têm para contar! Confesso que leio, por dia, cerca de 40 blogs... e penso que também devia escrever mais vezes, mas quase que me sinto esmagada perante tantos posts tão divertidos e engraçados...
Sempre li muito, desde que me lembro de ter aprendido a ler... ainda me lembro dos dois primeiros livros que li e cada um deles acaba por ficar com um bocadinho de mim... e por acrescentar sentimentos, conhecimentos, medos, gargalhadas.

Quando vim morar para cá, trouxe alguns livros comigo, poucos... e só eu sei o que me custou deixar os meus livrinhos todos lá em casa... Com o passar do tempo, também aqui já tenho uma mini-biblioteca em português, inglês e alemão.
Queria trazer vários dos meus livros, enciclopédias... eu sei lá... aquelas paredes repletas de livros fazem-me sentir em casa, aconchegada...
Mas o problema é conseguir trazê-los sem ir à falência...
Será que se eu fizer um choradinho nos Correios eles fazem um desconto?
O plano ideal era que os vizinhos do lado nos vendessem a casinha deles, nós partíamos uma parede e toca a invadir o território alheio... tipo os sem-terra do Brasil hihi
Mas os simpáticos senhores, embora já tenham mais de 90 anos, não há meio de... sairem de casa, vá! Porque com a casa ampliada, já podia trazer o recheio da minha casinha (isso teria de valer um valente choradinho numa empresa de mudanças!!!!)...
Alguém tem algum tapete voador que me empreste? Ou esperem! Vou ligar ao John Travolta que é piloto e até tem uns aviões particulares... talvez ele esteja interessado em fazer a boa acção do ano!! (incluindo, despachar os vizinhos daqui para fora!!)


05/02/08

Como deve ser triste não poder ler um livro...

No fim-de-semana vi um excerto da reportagem que iria passar mais tarde na Sic sobre o analfabetismo em Portugal, mas depois acabei por nãover o programa em si. Mas o blog http://daliteratura.blogspot.com/ fez-me o favor de escrever um excelente texto sobre esta realidade, quase inacreditável num país que acolheu eventos de grande envergadura, como a Expo 98, o Euro 2004, a Presidência da UE em 2008...
Quem diria que hoje nesse mesmo país, em pleno século XXI, a situação ainda era esta:

“Os 9% da média nacional actual são ultrapassados no Alentejo, com 16%, e no concelho de Idanha-a-Nova, no distrito de Castelo Branco, com 32%. No último quartel do século XIX eram 85% em todo o país (contra 3% nos países nórdicos), mas que continuem a ser 9% no século XXI é de deixar os cabelos em pé, sobretudo se pensarmos — o grande mérito da reportagem foi ter revelado essa evidência — que não se trata apenas de analfabetismo da terceira idade rural, como por comodidade tendemos a supor, mas de mulheres e homens nascidos depois do 25 de Abril, e até de adolescentes urbanos. Quando nos lembramos do folclore das acções de alfabetização do PREC, com que tanta gente enche a boca, vemos a vacuidade da propaganda. As mulheres a que a reportagem deu voz não estão diminuídas pela interdição da literatura. Isso é o menos. Estão diminuídas porque tudo à sua volta é um buraco negro, da vulgar correspondência às legendas na televisão. Uma delas, salvo erro com 29 anos, não sabendo ler, não pode orientar-se pelas placas dos caminhos: «Tenho de perguntar às pessoas». Outra, com 30 anos, queria ser cozinheira, mas o curso respectivo, ministrado na junta de freguesia, foi-lhe interdito por não saber ler nem escrever. Virou-se então para o álcool, vício de que o companheiro a conseguiu resgatar. Este tipo de situações, em pessoas de 80 anos, são tristes. Em gente de 30 são simplesmente demolidoras...”

Dá-nos que pensar, não? Será que estas pessoas sabem o que perdem? Será que alguma vez vão poder ler um livro, um jornal, um anúncio? Nem nunca escreveram ou leram uma carta de amor...
A mim custa-me a imaginar tal coisa, porque eu leio tudo o que me aparece, até as caixas dos cereias...
A minha avó não sabe ler porque começou a trabalhar desde pequena, mas tem muita pena... o livro de telefones dela não tem nomes, tem desenhos. Desenhos que ela própria faz e através dos quais identifica os números de telefone. Por exemplo, o telefone da sapataria lá da aldeia está representado com um sapato, o meu número está representado por uma boneca, assim como o da minha irmã. O telefone do veterinário tem uma seringa desenhada...
As receitas que ela pede à minha mãe, escreve-as numa linguagem própria. Escreve o número de chávenas e desenha uma chávena à frente, depois desenha o pote do açúcar ou o saco da farinha e por aí adiante... Admiro-a muito por ter conseguido vencer as dificuldades que a vida lhe apresentou e apresenta todos os dias...
Adoro-te avózinha

A estupidez dos ciúmes

Na sexta-feira passada fomos os dois a um baile e eu lá levei o vestido novo (que apesar do preço astronómico, já tem algumas barbas de baleia a quererem espetar-se nas minhas pobres axilas...)! O baile foi muito giro, parecia que estávamos na revista Caras, com cerca de 3 mil convidados e com cada vestido... bolas!
Até um grupo de samba foi lá actuar uma meia-hora, mas estou desconfiada de que eram tão brasileiros como eu ;)
Mas fartámo-nos de dançar e voltámos para casa às 4.30. Mas em vez de irmos para a casa, estivémos a ouvir músicas dos Queen e a cantar que nem loucos... já a treinar para o espectáculo que vamos ver no dia 24 de Abril:


http://www.wewillrockyou.at/

No sábado foi o baile dos bombeiros e uma noite que devia ter sido super divertida, nao o foi.. mais uma vez devido aos meus ciúmes parvos do passado do Thomie, porque a estúpida da ex-namorada com quem ele viveu algum tempo, resolveu aparecer... com uma atitude de “eu sei, posso e mando”... e eu em vez de ficar na minha e me comportar de acordo com o amor que nos une, ou seja, ignorar a presença de alguém que merece ser apenas ignorado e mostrar como somos felizes juntos.. não! Fiquei triste que nem um cachorro com pulgas, cabisbaixa e com o orgulho lá bem em baixo...
Ele disse-me que o passado é passado, que não podia fazer nada, que não a tinha convidado, que o baile é um evento público e que não a podia expulsar ou matar (acho mal!) e que lhe era indiferente quem está ou deixa de estar, porque ele sabe quem quer ao seu lado para sempre: Euzinha!!
E disse-me mais uma data de coisas lindas... mas que o meu cérebro de libelinha teve dificuldade em filtrar, tanta era a raiva e a afronta da estúpida ter aparecido...
Depois de falarmos disso, desabafei com algumas amigas e num blog, onde por coincidência, foi abordado o tema do ciúme. Estes foram os raspanetes mais que acertados que recebi:

Uma amiga:
„Claro que a tua reação foi perfeitamente natural, por tudo, porque estás num país que não é o teu, pela aventura que estás a viver de teres deixado tudo por amor, porque a tua familia e os teus verdadeiros amigos estão cá... enfim montes de motivos para te teres sentido "formiguinha" por falar em formiga, sabías que este é único animalsinho que consegue levantar até 10 vezes o seu peso???????? Pois é as formigas não são medricas, são muito valentes e á assim que tu és, é por isso que apesar destes 6 meses não terem sido nada fáceis tu tens conseguido dar a volta por cima...”
Outra amiga:
“Tu tens que saber de uma vez por todas, que a mulher, a amante, a cúmplice, a amiga, a companheira, etc etc do Thomie, agora ÉS TU!!
Coitado do rapaz tem que estar sempre a levar com esse pincel! Em vez de curtires o teu maridão, aproveitar todas as horas, minutos e segundos, andas feita tonta a viver e recordar o passado dele. Não é justo amiga... Já pensaste alguma vez que isso pode destruir a vossa relação???
...se amas o Thomie, o que eu não duvido, ele também te ama a ti, por isso PÁRA com esses filminhos de miúda insegura!!! É ridículo, não faz sentido nenhum, aliás, não foi por essa mulher que o Thomie se apaixonou, por isso...... cuidado...... Nunca te esqueças destas palavras: não foi por uma pessoa insegura que o Thomie se apaixonou... Foi por uma mulher maravilhosa, linda, inteligente, extremamente segura de si (tanto, que deixou tudo e todos por amor, nem sequer olhou para trás!)
és uma mulher inteligente e sei que todos esses medos vão ser ultrapassados, confio plenamente em ti :)”
O blog: http://sexualidadesafectosemascaras.blogspot.com/
„Não acho estranho, nem sequer único, que tenha ciúmes do passado do seu companheiro! Por vezes acontece! Pode estar relacionado com falta de confiança, no seu companheiro e nas suas próprias capacidades. Talvez alguma falta de auto-estima. Mas Susy...vai ter que resolver isso, rapidamente. Que tal conversarem com toda a franqueza? Se ele diz que passado é passado, seria conveniente que a menina ouvisse, interiorizasse e compreendesse o que o seu companheiro lhe diz!Até prova em contrário, não tem motivo para desconfiança. Assim sendo, não deixe que seja o ciume a fazer algo que o passado do seu marido não conseguiu...Ou seja, não deixe que seja o ciume a infernizar a vossa relação e até, talvez mesmo, a acabar com ela.”

E toma lá que é para aprenderes!!!
É por estas e por outras que hoje vou direitinha para casa ter com o meu grande amor, para lhe dizer cara a cara o quanto amo, respeito, admiro... e que não vou deixar que uns fantasminhas gordos, peludos e sem charme nos tirem a nossa paz e tranquilidade!
Vou alugar um fato de caça-fantasmas, cantar a canção dos Ghostbusters e acabar com esta palhaçada minha!
Sinto-me forte, uma formiga poderosa, uma super-formiga...








Obrigado pelos abre-olhos e mimos... A amizade é, de facto, uma poção mágica com o poder de transformar muita coisa!!!

01/02/08

O Baile da Ópera de Viena

O 52.° Baile da Ópera de Viena ontem foi, mais uma vez, deslumbrante... Deu em directo e lá estive eu, colada ao écran para não perder uma pitada da cerimónia de abertura. O Baile contou com cerca de 7 mil convidados, que pagaram pequenas fortunas pelos bilhetes (rondam os 500,00€), já para não falar dos camarotes de 40.000 €!!! Todos os anos há um convidado-surpresa e este ano foi a vez da actriz de Donas de Casa Desesperadas, Teri Hatcher. Dita von Teese também veio, convidada por um.. como é que hei-de dizer... uma personalidade austríaca, assim do calibre do José Castelo Branco (ou seja, não se sabe porque aparecem nas revistas!).
José Carreras cantou na abertura (fiquei com pele de galinha!) e também houve uma apresentação de ballet cujo tema foi o Euro 2008, que se irá realizar na Áustria e na Suiça.
No Youtube já há um pequeno vídeo da abertura do Baile:

http://www.youtube.com/watch?v=ZFSAdRM-yh4

Ficam aqui algumas fotos dessa noite mágica em Viena... (tentei colocar legendas, mas dá-me muitos erros na formatação...)





































31/01/08

Super Poderes

Vou e venho todos os dias neste comboio para o trabalho. O percurso demora entre 40 e 50 minutos. Normalmente, leio, faço ponto cruz ou durmo durante a viagem... A maioria dos passageiros lê ou dorme, tendo em mente que não está em casa e que não incomodar os restantes passageiros...
Mas nem todos pensam assim...
Por isso, durante a viagem desejo muitas vezes ter poderes especiais, tipo Super-Homem!
Não era preciso saber voar ou conseguir salvar todas as damas em perigo... naquele momento, só gostava de conseguir:
Baixar o som do leitor de MP3 do tipo à minha frente, cuja música se ouve a metros de distância;
Provocar um ataque de sono a quem vai a falar ao telemóvel a viagem toda em voz estridente;
Provocar uma vontade irrecusável de mudar de carruagem a quem vai a teclar a toda a força no portátil, mesmo ao meu lado (ainda não conseguem distinguir as teclas do portátil de um berbequim...)
Tirar o som aos tipos que ressonam;

E hoje li uma frase num blog sobre más sogras http://queridasogra.blogspot.com/ que me fez rir muito, embora felizmente, não tenha do que me queixar!

A melhor distância para uma sogra morar é... nem tão perto que possa vir de chinelos, nem tão longe para que traga uma mala!"

Hoje li no jornal:“Um pai (25 anos) espancou até à morte a filha de 17 meses na cidade de Filadélfia (EUA) porque ela deixou cair a sua Playstation ao chão.”Será que há explicação para uma coisa destas??

30/01/08

O Primeiro Amor

Lembro-me de ter lido o livro de crónicas “Os meus problemas” de Miguel Esteves Cardoso pela primeira vez quando tinha os meus 20 anos.
Lembro-me de ter lido este texto ao meu primeiro amor, quando já previa que a nossa relação não iria ter um final de filme, daqueles que têm um final feliz...
Durante as minhas sessões de leitura é frequente encontrar excertos, pequenas frases que acho mais significativas ou marcantes que outras... tenho até um bloquinho onde aponto muitos desses excertos. Mas até hoje só me aconteceu uma vez encontrar um texto inteiro que me marcou e de que me lembro ainda hoje.
Digam lá que ele não tem razão...

O Primeiro Amor

É fácil saber se um amor é o primeiro amor ou não. Se admite que possa ser o primeiro, é porque não é, o primeiro amor só pode parecer o último amor. É o único amor, o máximo amor, o irrepetível e incrível e antes morrer que ter outro amor. Não há outro amor. O primeiro amor ocupa o amor todo.
Nunca se percebe bem por que razão começa. Mas começa. E acaba sempre mal só porque acaba. Todos os dias parece estar mesmo a começar porque as coisas vão bem, e o coração anda alto. E todos os dias parece que vai acabar porque as coisas vão mal e o coração anda em baixo.


O primeiro amor dá demasiadas alegrias, mais do que a alma foi concebida para suportar. É por isso que a alegria dói - porque parece que vai acabar de repente. E o primeiro amor dói sempre demais, sempre muito mais do que aguenta e encaixa o peito humano, porque a todo o momento se sente que acabou de acabar de repente. O primeiro amor não deixa de parte um único bocadinho de nós. Nenhuma inteligência ou atenção se consegue guardar para observá-lo. Fica tudo ocupado. O primeiro amor ocupa tudo. É inobservável. É difícil sequer reflectir sobre ele. O primeiro amor leva tudo e não deixa nada.


Diz-se que não há amor como o primeiro e é verdade. Há amores maiores, amores melhores, amores mais bem pensados e apaixonadamente vividos. Há amores mais duradouros. Quase todos. Mas não há amor como o primeiro. É o único que estraga o coração e que o deixa estragado.
É como uma criança que põe os dedos dentro de uma tomada eléctrica. É esse o choque, a surpresa «Meu Deus! Como pode ser!» do primeiro amor. Os outros amores poderão ser mais úteis, até mais bonitos, mas são como ligar electrodomésticos à corrente. Este amor mói-nos o juízo como a Moulinex mói café. Aquele amor deixa-nos cozidos por dentro e com suores frios por fora, tal e qual num micro-ondas. Mas o «Zing!» inicial, o tremor perigoso que se nos enfia por baixo das unhas e dá quatro mil voltas ao corpo, naquele micro-segundo de electricidade que nos calhou, só acontece no primeiro amor.


O primeiro beijo é sempre uma confusão. Está tudo a andar à volta e não se consegue parar. A outra pessoa assalta-nos e deixa-nos tontos, isto apesar de ser tão tímida e inepta como nós. E os nomes dos nossos primeiros amores? Os nomes doem. Parecem minúsculos milagres. Cada vez que se pronunciam, rebenta um pequeno terramoto no equador. E as mãos? Quando a mão entra na mão de quem se ama e se sente aquele exagero de volts e de pele, a única resposta sensata é o assassínio, o exílio, o suicídio. Nada fica de fora. O mundo é uma conspiração cinzenta de amores em segunda mão. Nada é puro fora daquelas mãos. O tesouro está a arder, as pessoas estão a morrer, os olhos cheios de luz estão a cegar, mas o primeiro amor é também, e sem dúvida, o primeiro amor do mundo.


O primeiro amor é aquele que não se limita a esgotar a disposição sentimental para os amores seguintes: quer esgotá-la. Depois dele, ou depois dela, os olhos e os braços e os lábios deixam de ter qualquer utilidade ou interesse. As outras pessoas - por muito bonitas e fascinantes que sejam - metem-nos nojo. Só no primeiro amor.


Não há amor como o primeiro. Mais tarde, quando se deixa de crescer, há o equivalente adulto ao primeiro amor - é o primeiro casamento; mas não é igual. O primeiro amor é uma chapada, um sacudir das raízes adormecidas dos cabelos, uma voragem que nos come as entranhas e não nos explica. Electrifica-nos a capacidade de poder amar. Ardem-nos as órbitas dos olhos, do impensável calor de poder-mos ser amados. Atiramo-nos ao nosso primeiro amor sem pensar onde vamos cair ou de onde saltamos. Saltamos e caímos. Enchemos o peito de ar, seguramos as narinas com os dedos a fazer de mola de roupa, juramos fazer três ou quatro mortais de costas, e estatelamo-nos na água ou no chão, como patos disparados de um obus, com penas a esvoaçar por toda a parte.


Há amores melhores, mas são amores cansados, amores que já levaram na cabeça, amores que sabem dizer «Alto-e-pára-o-baile», amores que já dão o desconto, amores que já têm medo de se magoarem, amores democráticos, que se discutem e debatem. E todos os amores dão maior prazer que o primeiro. O primeiro amor está para além das categorias normais da dor e do prazer. Não faz sentido sequer. Não tem nada a ver com a vida. Pertence a um mundo que só tem duas cores - o preto-preto feito de todos os tons pretos do planeta e o branco-branco feito de todas as cores do arco-íris, todas a correr umas para as outras.
Podem ficar com a ternura dos 40 e com a loucura dos 30 e com a frescura dos 20 - não outro amor como o doentio, fechado-no-quarto, o amor do armário, com uma nesga de porta que dá para o Paraíso, o amor delirante de ter sempre a boca cheia de coração e não conseguir dizer outra coisa com coisa, nem falar, nem pedir para sair, nem sequer confessar: «Adeus Mariana - desta vez é que me vou mesmo suicidar.» Podem ficar (e que remédio têm) com o savoir-faire e os fait-divers e o «quero com vista pró mar se ainda houver». Não há paz de alma, nem soalheira pachorra de cafunés com champagne, que valha a guerra do primeiro amor, a única em que toda a gente morre e ninguém fica para contar como foi.


Não há regras para gerir o primeiro amor. Se fosse possível ser gerido, ser previsto, ser agendado, ser cuidado, não seria primeiro. A única regra é: Não pensar, não resistir, não duvidar. Como acontece em todas as tragédias, o primeiro amor sofre-se principalmente por não continuar. Anos mais tarde, ainda se sonha retomá-lo, reconquistá-lo, acrescentar um último capítulo mais feliz ou mais arrumado. Mas não pode ser. O primeiro amor é o único milagre da nossa vida - e não há milagres em segunda mão. É tão separado do resto como se fosse uma primeira vida. Depois do primeiro amor, morre-se. Quando se renasce há uma ressaca. É um misto de «Livra! Ainda bem que já acabou!» e de «Mas o que é isto? Para onde é que foi?».


Os outros amores são maiores, são mais verdadeiros, respeitam mais as personalidades, são mais construtivos - são tudo aquilo que se quiser. Mas formam um conjunto entre eles. O segundo e o terceiro e o quarto, por muito diferentes, são mais parecidos. São amores que se conhecem uns aos outros, bebem copos juntos, telefonam-se, combinam ir à Baixa comprar cortinados. O primeiro amor não forma conjunto nenhum. Nem sequer entre os dois amantes - os primeiros, primeiríssimos amantes. Acabam tão separados os dois como o primeiro amor acaba separado dos demais. O amor foi a única coisa que os prendeu e o amor, como toda a gente sabe, não chega para quase nada. É preciso respeito e bláblá, compreensão mútua e muito bláblá, e até uma certa amizade bláblá. Para se fazer uma vida a dois que seja recompensadora e sobretudo bláblá, o amor não chega. Não se vive só dele. Não se come. Não se deixa mobilar. Bláblá e enfim.
Mas é por ser insustentável e irrepetível que o primeiro amor não se esquece. Parece impossível porque foi. Não deu nada do que se quis. Não levou a parte nenhuma. O primeiro amor deveria ser o primeiro e esquecer-se, mas toda a gente sabe, durante o primeiro amor ou depois, que é sempre o último.


Afinal nem é por ser primeiro, nem é por ser amor. A força do primeiro amor vem de queimar - do incêndio incontrolável - todas aquelas ilusões e esperanças, saudades pequenas e sentimentos, que nascem em nós com uma força exagerada e excessiva. Como se queima um campo para crescer plantas nele. Se fôssemos para todos os outros amores com o coração semelhantemente alucinado e confuso, nunca mais seríamos felizes. É essa a tristeza do primeiro amor. Prepara-nos para sermos felizes, limando arestas, queimando energias, esgotando inusitadas pulsões, tornando-nos mais «inteligentes».
É por isso que o primeiro amor fica com a metade mais selvagem e inocente de nós. Seguimos caminho, para outros amores, mais suaves e civilizados, menos exigentes e mais compreensivos. Será por isso que o primeiro amor nunca é o único? Que lindo seria se fosse mesmo. Só para que não houvesse outro.

Miguel Esteves Cardoso - Os Meus Problemas (1988)

29/01/08

Reformas

Hoje de manhã li no jornal gratuito que recebo no Metro a seguinte notícia:

Mulheres recebem pensões 40% inferiores

Enquanto que as pensões de reforma dos homens atingem em média os 1.158 €, as mulheres recebem apenas 692 €.
Apenas...

Tadinhos dos velhotes austríacos...

Um abracinho

Há dias em que recebemos e-mails que nos fazem sorrir e pensar um bocadinho na vida, como este que recebi de uma grande amiga:
Como manter-se jovem?

1. Deite fora os números que não são essenciais.
Isto inclui a idade, o peso e a altura. (Deixe que os médicos se preocupem com isso. Afinal, é para isso que lhes paga!. )

2. Mantenha só os amigos divertidos. Os depressivos puxam para baixo. (Lembre-se disto se for um desses depressivos!)

3. Aprenda sempre: Aprenda mais sobre computadores, artes, jardinagem, o que quer que seja. Não deixe que o cérebro se torne preguiçoso. "Uma mente preguiçosa é trabalho do diabo." E o nome do diabo é Alzheimer!

4. Aprecie as mais pequenas coisas.

5. Ria muitas vezes, durante muito tempo e alto. Ria até lhe faltar o ar. E se tiver um amigo que o faça rir, passe muito e muito tempo com ele / ela!

6. Quando as lágrimas aparecerem Aguente, sofra e ultrapasse. A única pessoa que fica connosco toda a nossa vida, somos nós próprios. VIVA enquanto estiver vivo.


7. Rodeie-se das coisas que ama: Quer seja a família, animais, plantas, hobbies, o que quer que seja. O seu lar é o seu refúgio.

8. Tome cuidado com a sua saúde: Se é boa, mantenha-a. Se é instável, melhore-a. Se não a consegue melhorar, procure ajuda.
9. Não faça viagens de culpa. Faça uma viagem ao centro comercial, até a um país diferente, mas NÃO para onde estiver a culpa.
10. Diga às pessoas que ama que as ama, a cada oportunidade.




25/01/08

Faltam 28 dias


Faltam 28 dias para receber de braços abertos e coração aos saltinhos a minha família linda!


Vão ficar connosco uma semana inteirinha :)
Já ando a pensar no plano para essa semana, no que gostava de lhes mostrar.. Viena é tão bonita e depois ainda há tanta coisa fora de Viena... mas vou ter de ser realista e não me esquecer que a minha sobrinha-princesa também vem (iupiiii) e que andar com uma criança de 3 anos não é a mesma coisa do que andar só com adultos.


Mas o mais importante é que eles vêm! A minha mãe já cá esteve duas vezes, mas nunca tanto tempo...e foi a única que me visitou. Por isso é que estou tão animada e ansiosa para que corra tudo bem: quero muito que eles gostem para que depois voltem.
O Thomie também está ansioso por mostrar o país dele à nova família dele, o que me deixa muito animada!

Hoje encontrei este excerto de Fernando Pessoa, que se adequa a este momento:

"O valor das coisas não está no tempo em que elas duram,mas na intensidade com que acontecem.Por isso existem momentos inesquecíveis, coisas inexplicáveis e pessoas incomparáveis."

O deserto da margem sul

Quem me conhece, sabe que adoro ler. Leio jornais, revistas, livros, folhetos, embalagens de cereais, tudo o que apanho a jeito! E leio, claro, muitos blogs :)

Hoje de manhã li a crónica que o Ricardo Araújo Pereira escreveu para a Visão sobre a decisão do Governo em construir o novo aeroporto em Alcochete, no “deserto da margem sul”.
Lembro-me de ter visto o sketch que os Gatos fizeram sobre essa declaração do Ministro das Obras Públicas e de me ter fartado de rir!!

E hoje aconteceu-me o mesmo!

Aqui ficam alguns excertos da crónica, que pode ser lida em:

http://clix.visao.pt/Opiniao/ricardoaraujopereira/Pages/AlcocheteénamargemnortedoSado.aspx

“Afinal, o novo aeroporto de Lisboa vai ser construído em Alcochete. É um escândalo. Ou então é óptimo, não sei bem. Para dizer a verdade, percebo tanto do assunto como o Governo. A ter de tomar uma decisão, faria como eles: era ao calhas.”

“O leitor recorda-se da objecção de Almeida Santos à construção do aeroporto na Margem Sul? Recorda com certeza, porque era bem pertinente. Disse ele (juro): «E se os terroristas dinamitam uma ponte? Fica o aeroporto isolado.» É uma inquietação que eu próprio sempre partilhei: se os terroristas cometerem um atentado sangrento em Portugal, fazendo milhares de mortos e semeando a destruição e o caos, eu continuo a ter acesso ao aeroporto, ou fico mesmo com as férias estragadas?”

“...o ministro não estava a falar francês quando disse «Na Margem Sul, jamais!» Pouca gente sabe disto: «jamais» quer dizer «nunca» em francês, mas em sueco significa «claro que sim, julgo que é a melhor opção do ponto de vista financeiro, ambiental e outros».”


Bom fim-de-semana!!


(Continuo sem vestido novo para o baile de amanhã!!)

23/01/08

Dar cabo da lista

No início de um ano todos nós fazemos promessas que esperamos cumprir no decorrer dos 12 meses que se seguem... e eu não fui excepção!
Mas não escondi a lista, trago-a sempre comigo para me obrigar a dar os passos para atingir aqueles objectivos.

Hoje dei um passo para atingir o objectivo “emagrecer”.


Não, não liguei ao Tallon (que por acaso até vi no aeroporto no dia de Natal), mas marquei uma consulta numa dietista aqui perto!
A consulta ficou marcada para dia 4 de Fevereiro pelas 19 horas e custa 50€. Uma semana antes da consulta tenho de escrever tudo o que comer e beber para que ela possa ter uma ideia dos meus hábitos alimentares...
Vamos ver como corre a aventura...

Será que ela tem uma varinha mágica para emagrecer? Ou, pelo contrário, vai-me mandar comer coisas de que não gosto??
Veremos...

A ideia era esta:


22/01/08

A menina dança?




As insónias estão, pelo menos por enquanto, resolvidas! Obrigado pelos conselhos e apoio :)
Um desabafo, encharcado em lágrimas, com a minha mãe tirou-me um peso do peito que não sabia ser tão grande e já durmo de seguida há 3 noites!
Agora o meu drama é outro!! (Felizmente menos complicado). Nos próximos 10 dias tenho 3 bailes e claro que podia dizer que tenho de comprar um vestido novo porque não quero repetir a fatiota, porque é um meio pequeno e talvez reparem no que vestimos e sei lá mais o quê... (até porque acho difícil que alguém ainda se lembre do que vesti há um ano atrás!!)
A verdade é que me apetece vestir um vestido novo e lindo.. e já agora barato... e já agora que me assente bem (o mais difícil!!).
Isto ainda devem ser consequências de ter envergado um vestido de noiva lindíssimo e que me assentava tão bem... e como a compra do vestido de noiva correu tão bem (só experimentei 3!), achei que também ia ser fácil enocntrar um vestido de baile que me assentasse e pronto...
Pura ilusão!! Ontem deparei-me com uma sessão de frustração numa cabine de provas da C&A, onde experimentei alguns vestidos muito bonitos, mas que só me serviriam se eu tivesse menos 10 kgs e mais 10 cms de altura!! Ainda por cima o raio das cabines têm espelhos por todo o lado, o que ainda ajuda mais à festa... triste festa!
Hoje andei a ver na net se encontrava alguma coisa e encontrei estes modelitos que vou tentar ir ver ao vivo e a cores amanhã depois do trabalho... Mas além do preço rondar os 200,00€, aposto que não me vão cair tão bem como nos modelos das fotos!!
Não como quase nada, mas também não faço exercício (o passeio de bicicleta de domingo não conta) e o peso mantém-se.. não é triste?? E eu até já me impus uma proibição de andar de elevador aqui no trabalho e ando para cima e para baixo nas escadas... e olhem que estou no quinto andar, o que não é fácil!!
Bem, já chega de lamúrias!
Toca a sonhar com os vestidos e espero encontrar algum bonito/em conta/que assente bem... sonhar ainda é gratuito, né? ;)

17/01/08

Contar ovelhas

Sei que é ridículo, mas ando com os sonos trocados! Também sei que os bebés é que costumam sofrer deste mal, mas juro que ando assim... com uma ligeira desvantagem para com os bebés: é que eles podem dormir de dia e eu não!
Talvez seja apenas uma coincidência de datas, mas desde que o meu avô Jerónimo faleceu que não consigo dormir bem, custo a adormecer (apesar do abraço confortante do meu mamutinho), sonho muito, muito, passo a noite agitada, acordo várias vezes e custo a voltar a adormecer... na maioria das vezes dou por mim a olhar para o relógio à espera que sejam horas de levantar!
Nem contar ovelhas ajuda...
E quem me conhece, sabe que isto não é nada normal, porque eu adoro dormir e sempre foi um castigo para chegar a horas a algum lado (o meu antigo chefe que o diga!) porque tinha sempre muitos problemas em conseguir sair do vale dos lençóis!
E ando a semana toda assim, à espera que seja sábado para conseguir dormir uma sesta... e aí durmo tão profundamente que até me custa a abrir os olhos quando tenho de acordar! Juro que é mesmo assim...
Que truque se costuma usar com os bebés para acertar os sonos? Ideias?
Beijinhos
Susy

11/01/08

Sexta-feira

É sexta-feira, uma sexta-feira que antecede um fim-de-semana prolongado porque na segunda-feira é feriado no Japão e, assim, a Embaixada está fechada (ó que peeena!)

Hoje fui almoçar com uma amiga (comida chinesa, para ajudar à miscelânia cultural) e passámos o tempo a rir ao falar dos diferentes hábitos culturais com que nos deparamos aqui e com os que temos de aprender a viver. Por exemplo: Aqui é normal os casais fazerem férias separados, ou seja, além das férias em família, que todos conhecemos, ainda há uma semaninha em que um dos pais vai de férias sozinho ou com amigos enquanto o outro fica em casa com os miúdos... e quando um regressa, vai o outro de férias! Eu já tentei perceber isto, juro que me esforcei, mas não me entra na cabeça!
Depois ainda há o hábito de os homens fazerem “férias só de homens”, em que se juntam com os amigos e vão para uma qualquer casinha no meio de uma montanha (algo muito fácil de encontrar por aqui) onde falam, bebem, fazem ski, bebem, comem, bebem...
Escusado será dizer que o Thomie agora ganhou um conceito novo de férias: ou é em casal ou não há férias para ninguém! Não é difícil de entender, pois não? Ele também não achou ;)
À quarta-feira, há reunião/convívio nos bombeiros e o Thomie chega a casa às 22 horas (deve ser o primeiro a regressar a casa, mas também é o único que teve a sorte de casar com uma portuguesa hihi). Enquanto os homens estão nos bombeiros, as esposas ficam em casa com os miúdos e à quinta-feira invertem-se as posiçõe e as respectivas esposas reúnem-se também. É a chamada “noite das raparigas”, para a qual já fui várias vezes convidada, mas confesso que o conceito não me convence e que só fui uma vez... e chegou para perceber que não sou assim tão moderna como elas...
Será modernice viver assim tão à soltinha? Será que sou eu que sou demasiado conservadora? Ou será também por isso que a taxa de divórcios na Áustria é superior a 60%?
Eu, cá por mim, prefiro viver com os meus hábitos e já agora, impingir alguns (os mais saudáveis) ao Thomie ;)

Bom fim-de-semana