10/04/08

Robin dos Bosques... acorda para a vida, pá!!

Obrigado por terem perguntado!!
Aqui vai: hoje de manhã lá fui de bicicleta para o tribunal… quando o advogado da outra parte chegou, disse que o Embaixador não iria comparecer. Entrámos para a sala de audiência e o advogado da outra pare entregou-me, finalmente, a carta de recomendação!!!
O meu advogado fez notar que o meu nome na carta não está completo, por não incluir o nome de casada. O parvo do outro advogado respondeu: “Que engraçado! Aqui numa carta que tenho da senhora, não tem esse apelido!” E eu, mais rápida que o Speedy Gonzalez: “Engraçado, não, que o meu nome não tem nada de engraçado! Se nessa altura era solteira, é normal que ainda não tivesse o apelido de casada, não acha?”
Depois a juíza pediu-me para me sentar à frente dela e prestar declarações... achei que tinha entrado num filme americano! Lá disse a data de nascimento, a profissão, as funções que desempenhava lá na Embaixada, contei o que aconteceu naquele malfadado dia 16 de Agosto de 2007, em que fui despedida à pressa, a frio, sem que o assunto tivesse sido abordado alguma vez antes comigo...
E vai o advogado da outra parte e pergunta-me (eu ali sentada de frente para a juíza, com o meu advogado do lado esquerdo e o outro advogado do lado direito) se não era verdade que eu tinha sido avisada por uma colega que se falasse com o Embaixador, as coisas se resolveriam? (Eu já tinha notado que ele andava amuado, mas como raio é que podia adivinhar qual era a causa?! Muito menos, podia adivinhar que tivesse a ver comigo!)
Eu confirmei, que sim, que uma colega me tinha dito que devia falar com ele. Mas se eu não sabia que assunto devia abordar, não podia simplesmente chegar junto da entidade empregadora, superior hierárquico e dizer: “Ouça lá, está chateado com o quê?”
Disse que quando as pessoas são adultas falam dos problemas e tentam resolvê-los, não mandam recados! O embaixador sabia que eu precisava de dar aulas, depois do horário de trabalho, para ajudar a pagar as despesas do casamento!
E vai o outro advogado e diz: “Bem, tanto faz!” a querer despachar o assunto...
Não me consegui conter e disse-lhe: “Não interessa não! Por causa disso fui despedida e estou hoje aqui sentada!”
E o meu advogado: “Se não interessa, então não pergunte!”
Meteu a viola no saco e calou-se!
Bem, resultado... a sentença vai ser enviada por escrito em breve e ele terá depois 4 semanas para recorrer...

Quando saímos, o Thomie disse: “Já estava a achar que se o outro advogado dissesse mais algum disparate, te atiravas a ele!” :)
Confesso que estava à espera de um final assim mais espectacular: tipo, ele chegar lá com um cheque e dizer que o assunto ficava por ali, ou que a juíza dissesse que ele teria de pagar, independentemente de ser quem é.
Mas não... aqui estou... inocente e a sentir que fui a única a ser prejudicada nesta história toda, a única a ter de prestar declarações num tribunal...

3 comentários:

Azul disse...

Olá susy!

Vim retribuir a visita e dizer-te um muito obrigada pelas palavras.

Quando puder, passo aqui com mais tempo.

Não deixa de ser curioso, mas, dos poucos amigos que tenho neste momento como " tugas emigrados" um deles está precisamente onde tu estás,em Vienna de Austria!

Se calhar, até se conhecem!

Volta sempre, para não perdermos contacto.

Uma bjufa mto grande.

E tudo de bom para ti também!

susy claro disse...

Olá Azul :)
Confesso que aqui em Viena só sei de um portugues, o resto sao portuguesas :)
O teu amigo estudou no Algarve?
Beijinhos

Hydrargirum disse...

Ai Susy, esta tua história deixou me enervado...situações assim, dão me cabo dos nervos...

Espero que tudo acabe por correr bem...que o arrastar da situação acabe por te compensar monetariamente:(((((

Impressionante:(
Jinhos!